O escoramento de uma vala tem por objetivo manter estáveis os taludes das escavações. A estrutura do escoramento atua como contenção lateral das paredes do solo de uma vala e convencionalmente pe formada por chapas de madeira presas perpendicularmente ao solo.

É necessário escorar uma vala mesmo constatando que o solo é firme ou constatada plenamente a instabilidade do entorno da escavação.

Além disso, o escoramento evita o desmoronamento devido a solos inconsistentes, pela ação do próprio peso e de cargas eventuais ao longo do trabalho .

Projeto

Deve-se sempre prever a necessidade de escorar valas, a determinação das dimensões e posições das peças são baseadas em um cálculo das pressões máximas sobre esses escoramentos. A memória de cálculo deve, acompanhar o projeto, em que é indicado o tipo de escoramento.

Tipos e espaçamento

Há três tipos de escoramentos:

- Escoramento de madeira;

- Escoramentos metálico;

- Escoramento com módulos pré-montados.

Tanto as dimensões dos elementos quanto o espaçamento entre eles pode ter especificações próprias indicadas em projeto.

A disposição e os espaçamentos máximos indicados na norma NBR 12.266 são estas:

Pontaleteamento

Escoramento do solo lateral da vala com tábuas na vertical, bastante espaçadas, e travadas transversalmente por estroncas. As tábuas devem ser espaçadas a 1,35 m. As estroncas, por sua vez, devem ter espaço vertical de 1 m.

Escoramento comum descontínuo

Feito com tábuas espaçadas entre si, travadas por longarinas horizontais e por estroncas. As tábuas devem ter 30 cm de espaço entre si. São travadas horizontalmente por longarinas em toda a sua extensão, com espaço vertical de 1 m entre si. São travadas com estroncas a cada 1,35 m (nas extremidades da longarina, a primeira e a última estroncas devem estar colocadas a 40 cm de cada extremidade).

Escoramento comum contínuo

Feito com tábuas justapostas, sem espaçamento, esse escoramento também é travado por longarinas horizontais e por estroncas. As tábuas cobrem toda a superfície lateral da vala e são travadas umas às outras horizontalmente por longarinas em toda sua a extensão. O espaço vertical entre as longarinas é de 1 m, com estroncas espaçadas em 1,35 m entre si (deve haver uma estronca a 40 cm, pelo menos, de cada extremidade da longarina).

Escoramento especial 

O escoramento especial é feito com tábuas justapostas encaixadas (por meio de encaixe macho-fêmea). O conjunto é completado com longarinas e estroncas. As estacas-pranchas (6 cm x 16 cm) do tipo macho-fêmea são travadas horizontalmente por longarinas (8 cm x 18 cm) em toda a sua extensão, com estroncas espaçadas de 1,35 m a menos das extremidades das longarinas, de onde as estroncas devem estar a 0,40 m. As longarinas devem ser espaçadas verticalmente a 1 m.

 

No escoramento, devem ser empregadas madeiras duras e resistentes à umidade (como peroba, maçaranduba, angelim, canafístula). As estroncas podem ser feitas de eucalipto. Para o pontaleteamento e para os escoramentos comuns as tábuas devem ter 2,7 cm de espessura e 30 cm de largura. As estroncas devem ter diâmetro de pelo menos 20 cm. E as longarinas devem ter 6 cm de espessura e 16 cm de largura. Tanto as tábuas quanto as estacas-pranchas (usadas no escoramento especial) podem ser cravadas com bate-estaca ou com marreta. Para evitar sobrecarga no escoramento, o material escavado da vala deve ser colocado a uma distância mínima de 1 m da borda.

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